quinta-feira, 23 de julho de 2015

domingo, 5 de julho de 2015

quinta-feira, 1 de maio de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FUNÇÕES EXECUTIVAS

Por que os profissionais da área da Educação e Saúde devem estudar as Funções Executivas?



Vera Lucia de Siqueira Mietto



Entender como o cérebro aprende tem sido objeto de estudo de profissionais da área de saúde e educação.

As neurociências em muito nos tem beneficiado com suas descobertas acerca de como é o diálogo entre as áreas cerebrais circunvizinhas, da função dos neurônios na aprendizagem e o que  cada  área cerebral representa no momento da aprendizagem.

Essa representação funcional de cada área em muito nos tem clareado sobre como o cérebro aprende e a entender as dificuldades na aprendizagem de nossas crianças e adolescentes.Apesar de todas essas novas descobertas, que nos possibilitaram novas estratégias em sala de aula e um novo olhar sobre a aprendizagem, ainda esbarramos com crianças que, apesar de não apresentarem nenhum impedimento cerebral e estarem inseridas em metodologias mais adequadas ás suas “necessidades”, continuam tendo dificuldades na aprendizagem acadêmica.

O que estaria dificultando esse aprender?

Como entender e ajudar essas nossas crianças e adolescentes?

Com as descobertas das funções do lobo pré -frontal , nosso “executivo central”, começamos a descortinar um vasto caminho que nos leva ao comando de nossas ações e desejos.É nele que se encontram as Funções Executivas, um conjunto de habilidades cognitivas que nos possibilitam gerenciar, dirigir, programar, reorganizar e planejar para que possamos atingir metas em nossa vida.

Desde a mais tenra idade iniciamos o desenvolvimento dessas habilidades cognitivas que gerenciam nossas ações, atitudes e pensamento.É através das vivências e experiências que desenvolvemos essa rede de habilidades, e assim, aprendemos a nos programar, gerenciar nossas ações e planejar como atingir nossas metas.

Verificamos muito isso em nossas crianças e adolescentes que não sabem realizar as mais simples tarefas do dia a dia, a se orientar nas tarefas mais corriqueiras como acordar, se alimentar, fazer os deveres de casa, tomar e ir á escola.Pelo exposto, não precisamos mais de nenhum argumento que viabilize a necessidade da compreensão de que o estudo de como as Funções Executivas atuam como suas habilidades cognitivas estão relacionadas com o bom desempenho de nossas crianças e adolescentes é fundamental para nós profissionais que abraçamos com conhecimento e emoção nossos aprendizes com dificuldades na aprendizagem e comportamentais.

Teremos mais ferramentas para compreender o sistema atencional de nossas crianças e adolescentes, suas dificuldades inibitórias e assim, poder estabelecer condutas mais assertivas a fim de minimizar o impacto social e acadêmico que a disfunção ou ausência de bom desenvolvimento das funções executivas impõe ao indivíduo.





Vera Lucia de Siqueira Mietto Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga atuando como fonoaudióloga em consultório há 37 anos e Tutora EAD do www.chafic.com.br em cursos de Neurociências, Dislexia,Múltiplas Inteligências e TDAH e docente dos cursos de Pós -Graduação do CENSUPEG nos cursos de Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia e da UNICEAD na Pós Graduação nos cursos de Psicopedagogia de Montes Claros e Sete Lagoas -MG



Bibliografia:

Andrade, V. M. (2002). Das bases históricas da neuropsicologia à avaliação
neuropsicológica. Em: Cruz, R. M., Alchieri, J. C. & Sardá Jr., J. J. (2002). Avaliação e medidas psicológicas: produção do conhecimento e da intervenção profissional (pp. 27-46). São Paulo: Casa do Psicólogo.
Araújo, C. (2004). Avaliação neuropsicológica das disfunções executivas. Em: Sociedade Brasileira de Neuropsicologia. (2004). Temas multidisciplinares de neuropsicologia e aprendizagem (pp. 209-216). São Paulo: Robe.
Ardila, A. & Ostrosky-Sólis, F. (1996). Diagnóstico del daño cerebral: enfoque
neuropsicológico. Mexico: Editorial Trillas.
Assef, E. C. dos S. (2005). Funções executivas e TDAH: um estudo de evidências de validade. Dissertação. Universidade São Francisco-USF, Itatiba
Bear, M. F.; Connors, B. W. & Paradiso, M. A. (2002). Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 2º Ed. Porto Alegre: Artmed.
Camargo, C. H. P. de; Bolognani, S. A. P. & Zuccolo, P. F. (2008). Em: Fuentes, D.,Malloy-Diniz, L. F., Camargo, C. H. P., Cosenza, R. M. & cols. (2008). Neuropsicologia teoria e prática. Porto Alegre: Artmed.
Capovilla, A. G. S. (2005). Neuropsicologia cognitiva e avaliação neuropsicológica. Em Macedo, E. C. (2005). Tecnologia em (re) habilitação cognitiva, (pp. 1-10). São Paulo: Santos.
Capovilla, A. G. S., Capovilla, F. C. & Macedo, E. (2005). Teste de Geração Semântica.
Capovilla, A. G. S. (2008). Desenvolvimento e validação de instrumentos
neuropsicológicos. Relatório de pesquisa FAPESP, manuscrito não publicado.
Goldberg, E. (2006). O cérebro Executivo. Lobos Frontais e a Mente Civilizada. Rio de Janeiro: Imago
Gomes, M.A.M., & Boruchovitch, E. (2005) Desempenho no Jogo, Estratégias de Aprendizagem e Compreensão na Leitura. Psicologia: Teoria e Pesquisa,
21(3), 319-326
Hansen, J., Macarini, S. M., Martins, G. D. , Wanderlind, F. H. & Vieira, M. L. O
brincar e suas implicações para o desenvolvimento infantil a partir da psicologia evolucionista. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum, 17(2), 133-143


Helene, A.F.; Xavier, G.F.(2003) A construção da atenção a partir da memória.

Revista Brasileira de Psiquiatria. 25(supl II), 12-20
Holland, J.G. & Skinner, B.F. A análise do comportamento. São Paulo: EPU
INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(2006).
Lent, R. (2001). Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. São Paulo: Atheneu.
Luria, A. R. (1990). Desenvolvimento cognitivo. 2 ed. São Paulo: Ícone.
Macedo, E. C., Capovilla, F. C., Diana, C. & Covre P. (1998). Desenvolvimento de instrumentos computadorizados de avaliação de funções cognitivas na WWW: O possível e o necessário (pp. 21-32). São Paulo: Loyola.
Machado, A. (2002). Neuroanatomia funcional. 2 ed. São Paulo: Atheneu.