quinta-feira, 1 de maio de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FUNÇÕES EXECUTIVAS

Por que os profissionais da área da Educação e Saúde devem estudar as Funções Executivas?



Vera Lucia de Siqueira Mietto



Entender como o cérebro aprende tem sido objeto de estudo de profissionais da área de saúde e educação.

As neurociências em muito nos tem beneficiado com suas descobertas acerca de como é o diálogo entre as áreas cerebrais circunvizinhas, da função dos neurônios na aprendizagem e o que  cada  área cerebral representa no momento da aprendizagem.

Essa representação funcional de cada área em muito nos tem clareado sobre como o cérebro aprende e a entender as dificuldades na aprendizagem de nossas crianças e adolescentes.Apesar de todas essas novas descobertas, que nos possibilitaram novas estratégias em sala de aula e um novo olhar sobre a aprendizagem, ainda esbarramos com crianças que, apesar de não apresentarem nenhum impedimento cerebral e estarem inseridas em metodologias mais adequadas ás suas “necessidades”, continuam tendo dificuldades na aprendizagem acadêmica.

O que estaria dificultando esse aprender?

Como entender e ajudar essas nossas crianças e adolescentes?

Com as descobertas das funções do lobo pré -frontal , nosso “executivo central”, começamos a descortinar um vasto caminho que nos leva ao comando de nossas ações e desejos.É nele que se encontram as Funções Executivas, um conjunto de habilidades cognitivas que nos possibilitam gerenciar, dirigir, programar, reorganizar e planejar para que possamos atingir metas em nossa vida.

Desde a mais tenra idade iniciamos o desenvolvimento dessas habilidades cognitivas que gerenciam nossas ações, atitudes e pensamento.É através das vivências e experiências que desenvolvemos essa rede de habilidades, e assim, aprendemos a nos programar, gerenciar nossas ações e planejar como atingir nossas metas.

Verificamos muito isso em nossas crianças e adolescentes que não sabem realizar as mais simples tarefas do dia a dia, a se orientar nas tarefas mais corriqueiras como acordar, se alimentar, fazer os deveres de casa, tomar e ir á escola.Pelo exposto, não precisamos mais de nenhum argumento que viabilize a necessidade da compreensão de que o estudo de como as Funções Executivas atuam como suas habilidades cognitivas estão relacionadas com o bom desempenho de nossas crianças e adolescentes é fundamental para nós profissionais que abraçamos com conhecimento e emoção nossos aprendizes com dificuldades na aprendizagem e comportamentais.

Teremos mais ferramentas para compreender o sistema atencional de nossas crianças e adolescentes, suas dificuldades inibitórias e assim, poder estabelecer condutas mais assertivas a fim de minimizar o impacto social e acadêmico que a disfunção ou ausência de bom desenvolvimento das funções executivas impõe ao indivíduo.





Vera Lucia de Siqueira Mietto Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga atuando como fonoaudióloga em consultório há 37 anos e Tutora EAD do www.chafic.com.br em cursos de Neurociências, Dislexia,Múltiplas Inteligências e TDAH e docente dos cursos de Pós -Graduação do CENSUPEG nos cursos de Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia e da UNICEAD na Pós Graduação nos cursos de Psicopedagogia de Montes Claros e Sete Lagoas -MG



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sexta-feira, 1 de março de 2013

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crianças Superdotadas

Quem é superdotado?

É difícil determinar a precocidade do desenvolvimento mental de uma criança e é particularmente difícil avaliar em crianças muito pequenas. Os educadores reconhecem dois tipos de dotes, o intelectual e o criativo, e os programas para crianças superdotadas hoje são rotulados "para superdotados e talentosos". Os indivíduos superdotados intelectualmente são pensadores lógicos, capazes de muita concentração interior e têm QI de 130 ou mais. A maioria das pessoas superdotadas criativamente são imaginativas, adaptáveis e é provável que se envolvam em trabalhos artísticos; elas têm QI de pelo menos 120.

Crianças brilhantes e saudáveis, provenientes de ambientes estimulantes, freqüentemente podem se enquadrar nessas classificações. Normalmente, elas são muito questionadoras sobre o mundo ao seu redor, são criativas com as palavras quando estão aprendendo a falar e, enquanto estão brincando, são criativas com os brinquedos. Alguns adoram livros e aprendem a ler bem antes da idade escolar. Eles são ávidos para aprender e alguns mostram, logo cedo, indícios de um interesse e de um talento especiais para música, arte, teatro ou dança. O mundo da fantasia é um chamado forte para alguns, que usam a imaginação de modo criativo.

Avaliando crianças superdotadas

Se você é mãe ou pai de uma criança que pode ser superdotada, provavelmente você está feliz com isso. Mas, ao mesmo tempo, pode estar preocupado. Você pode estar dividido entre pressionar demais e estimular o suficiente para desafiar o seu filho brilhante. Uma avaliação formal é a maneira mais confiável para determinar se o desenvolvimento de uma criança a situa na classificação oficial dos superdotados e talentosos. Uma criança que sabe ler aos 3 ou 4 anos é considerada pronta para os testes, mas os pais devem ter consciência de que uma avaliação feita tão cedo talvez não seja tão correta quanto uma feita mais tarde.

A avaliação de uma criança superdotada deve ser realizada por uma pessoa ou por um serviço que tenha experiência com crianças pequenas e também com os testes e métodos de interpretação apropriados. Isto envolve o uso de certos testes padronizados que medem o desenvolvimento dos níveis de habilidade e de talento, mas a avaliação quase nunca envolve o uso de testes de inteligência, em razão da instabilidade do QI em idades precoces. Os resultados de uma avaliação indicam quais as áreas de aprendizado que uma criança pode começar a dominar em idade precoce e o nível de leitura apropriado para a criança. Uma vez conhecidos os resultados, você pode considerar opções como entrar mais cedo para a escola e o envolvimento em programas especiais. Os pais interessados em fazer avaliações podem utilizar seu pediatra, agências sociais ou programas para superdotados.

Características das crianças superdotadas

Muitas crianças superdotadas e talentosas não lêem antes de ir para a escola; a leitura precoce não é o único critério de uma habilidade mental ou criativa excepcional. Se você tem interesse que uma avaliação seja feita com o seu filho e ele não sabe ler, é uma boa idéia acumular provas de informação. Mantenha um registro escrito de suas observações sobre o comportamento avançado do seu filho. Use exemplos e anote características como estas:

•fala precoce, com vocabulário semelhante ao de um adulto e questões ou observações excepcionalmente perspicazes ou astutas;

•memória excelente;

•habilidade especial para desenho ou outro trabalho artístico;

•habilidade de se concentrar numa atividade por longos períodos de tempo.

Os educadores também sugerem que você continue a encorajar a curiosidade natural do seu filho, sem pressionar ou forçar. Proporcione quaisquer experiências enriquecedoras que puder, principalmente as que o seu filho gosta. Aproveite oportunidades em livrarias, museus infantis e afins. Tente encontrar outros pais dispostos a se juntar a você e dividam seu conhecimento e entusiasmo enquanto levam as crianças a passeios educativos adequados. Procure oportunidades em sua vizinhança: uma construção, onde o seu filho pode ver caminhões, máquinas e materiais de construção; o corpo de bombeiros local, onde o pessoal talvez esteja disposto a conseguir uma excursão de verdade se você solicitar com antecedência; uma viagem de ônibus pela cidade, que pode ser uma experiência emocionante para uma criança que em geral só anda de carro. Há experiências de aprendizado disponíveis em quase toda parte por onde você anda com o seu filho.

Lembre-se de que a mais superdotada das crianças é criança em primeiro lugar, superdotada depois. É fácil tratar uma criança superdotada como se ela fosse bem mais velha; no entanto, elas são imaturas para algumas coisas. Ao mesmo tempo em que a criança brilhante de 3 anos pode ter a capacidade cognitiva de uma de 5, ela pode ter a coordenação corporal ou o desenvolvimento social e emocional de uma de apenas dois anos e meio. Todas as crianças, quaisquer que sejam seus potenciais e capacidades, precisam do amor, da atenção e dos conselhos de pais que não tentem transformá-los em miniaturas de adultos.

Fonte:comotudofunciona

segunda-feira, 23 de abril de 2012