quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 23 de julho de 2015

domingo, 5 de julho de 2015

quinta-feira, 1 de maio de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FUNÇÕES EXECUTIVAS

Por que os profissionais da área da Educação e Saúde devem estudar as Funções Executivas?



Vera Lucia de Siqueira Mietto



Entender como o cérebro aprende tem sido objeto de estudo de profissionais da área de saúde e educação.

As neurociências em muito nos tem beneficiado com suas descobertas acerca de como é o diálogo entre as áreas cerebrais circunvizinhas, da função dos neurônios na aprendizagem e o que  cada  área cerebral representa no momento da aprendizagem.

Essa representação funcional de cada área em muito nos tem clareado sobre como o cérebro aprende e a entender as dificuldades na aprendizagem de nossas crianças e adolescentes.Apesar de todas essas novas descobertas, que nos possibilitaram novas estratégias em sala de aula e um novo olhar sobre a aprendizagem, ainda esbarramos com crianças que, apesar de não apresentarem nenhum impedimento cerebral e estarem inseridas em metodologias mais adequadas ás suas “necessidades”, continuam tendo dificuldades na aprendizagem acadêmica.

O que estaria dificultando esse aprender?

Como entender e ajudar essas nossas crianças e adolescentes?

Com as descobertas das funções do lobo pré -frontal , nosso “executivo central”, começamos a descortinar um vasto caminho que nos leva ao comando de nossas ações e desejos.É nele que se encontram as Funções Executivas, um conjunto de habilidades cognitivas que nos possibilitam gerenciar, dirigir, programar, reorganizar e planejar para que possamos atingir metas em nossa vida.

Desde a mais tenra idade iniciamos o desenvolvimento dessas habilidades cognitivas que gerenciam nossas ações, atitudes e pensamento.É através das vivências e experiências que desenvolvemos essa rede de habilidades, e assim, aprendemos a nos programar, gerenciar nossas ações e planejar como atingir nossas metas.

Verificamos muito isso em nossas crianças e adolescentes que não sabem realizar as mais simples tarefas do dia a dia, a se orientar nas tarefas mais corriqueiras como acordar, se alimentar, fazer os deveres de casa, tomar e ir á escola.Pelo exposto, não precisamos mais de nenhum argumento que viabilize a necessidade da compreensão de que o estudo de como as Funções Executivas atuam como suas habilidades cognitivas estão relacionadas com o bom desempenho de nossas crianças e adolescentes é fundamental para nós profissionais que abraçamos com conhecimento e emoção nossos aprendizes com dificuldades na aprendizagem e comportamentais.

Teremos mais ferramentas para compreender o sistema atencional de nossas crianças e adolescentes, suas dificuldades inibitórias e assim, poder estabelecer condutas mais assertivas a fim de minimizar o impacto social e acadêmico que a disfunção ou ausência de bom desenvolvimento das funções executivas impõe ao indivíduo.





Vera Lucia de Siqueira Mietto Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga atuando como fonoaudióloga em consultório há 37 anos e Tutora EAD do www.chafic.com.br em cursos de Neurociências, Dislexia,Múltiplas Inteligências e TDAH e docente dos cursos de Pós -Graduação do CENSUPEG nos cursos de Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia e da UNICEAD na Pós Graduação nos cursos de Psicopedagogia de Montes Claros e Sete Lagoas -MG



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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crianças Superdotadas

Quem é superdotado?

É difícil determinar a precocidade do desenvolvimento mental de uma criança e é particularmente difícil avaliar em crianças muito pequenas. Os educadores reconhecem dois tipos de dotes, o intelectual e o criativo, e os programas para crianças superdotadas hoje são rotulados "para superdotados e talentosos". Os indivíduos superdotados intelectualmente são pensadores lógicos, capazes de muita concentração interior e têm QI de 130 ou mais. A maioria das pessoas superdotadas criativamente são imaginativas, adaptáveis e é provável que se envolvam em trabalhos artísticos; elas têm QI de pelo menos 120.

Crianças brilhantes e saudáveis, provenientes de ambientes estimulantes, freqüentemente podem se enquadrar nessas classificações. Normalmente, elas são muito questionadoras sobre o mundo ao seu redor, são criativas com as palavras quando estão aprendendo a falar e, enquanto estão brincando, são criativas com os brinquedos. Alguns adoram livros e aprendem a ler bem antes da idade escolar. Eles são ávidos para aprender e alguns mostram, logo cedo, indícios de um interesse e de um talento especiais para música, arte, teatro ou dança. O mundo da fantasia é um chamado forte para alguns, que usam a imaginação de modo criativo.

Avaliando crianças superdotadas

Se você é mãe ou pai de uma criança que pode ser superdotada, provavelmente você está feliz com isso. Mas, ao mesmo tempo, pode estar preocupado. Você pode estar dividido entre pressionar demais e estimular o suficiente para desafiar o seu filho brilhante. Uma avaliação formal é a maneira mais confiável para determinar se o desenvolvimento de uma criança a situa na classificação oficial dos superdotados e talentosos. Uma criança que sabe ler aos 3 ou 4 anos é considerada pronta para os testes, mas os pais devem ter consciência de que uma avaliação feita tão cedo talvez não seja tão correta quanto uma feita mais tarde.

A avaliação de uma criança superdotada deve ser realizada por uma pessoa ou por um serviço que tenha experiência com crianças pequenas e também com os testes e métodos de interpretação apropriados. Isto envolve o uso de certos testes padronizados que medem o desenvolvimento dos níveis de habilidade e de talento, mas a avaliação quase nunca envolve o uso de testes de inteligência, em razão da instabilidade do QI em idades precoces. Os resultados de uma avaliação indicam quais as áreas de aprendizado que uma criança pode começar a dominar em idade precoce e o nível de leitura apropriado para a criança. Uma vez conhecidos os resultados, você pode considerar opções como entrar mais cedo para a escola e o envolvimento em programas especiais. Os pais interessados em fazer avaliações podem utilizar seu pediatra, agências sociais ou programas para superdotados.

Características das crianças superdotadas

Muitas crianças superdotadas e talentosas não lêem antes de ir para a escola; a leitura precoce não é o único critério de uma habilidade mental ou criativa excepcional. Se você tem interesse que uma avaliação seja feita com o seu filho e ele não sabe ler, é uma boa idéia acumular provas de informação. Mantenha um registro escrito de suas observações sobre o comportamento avançado do seu filho. Use exemplos e anote características como estas:

•fala precoce, com vocabulário semelhante ao de um adulto e questões ou observações excepcionalmente perspicazes ou astutas;

•memória excelente;

•habilidade especial para desenho ou outro trabalho artístico;

•habilidade de se concentrar numa atividade por longos períodos de tempo.

Os educadores também sugerem que você continue a encorajar a curiosidade natural do seu filho, sem pressionar ou forçar. Proporcione quaisquer experiências enriquecedoras que puder, principalmente as que o seu filho gosta. Aproveite oportunidades em livrarias, museus infantis e afins. Tente encontrar outros pais dispostos a se juntar a você e dividam seu conhecimento e entusiasmo enquanto levam as crianças a passeios educativos adequados. Procure oportunidades em sua vizinhança: uma construção, onde o seu filho pode ver caminhões, máquinas e materiais de construção; o corpo de bombeiros local, onde o pessoal talvez esteja disposto a conseguir uma excursão de verdade se você solicitar com antecedência; uma viagem de ônibus pela cidade, que pode ser uma experiência emocionante para uma criança que em geral só anda de carro. Há experiências de aprendizado disponíveis em quase toda parte por onde você anda com o seu filho.

Lembre-se de que a mais superdotada das crianças é criança em primeiro lugar, superdotada depois. É fácil tratar uma criança superdotada como se ela fosse bem mais velha; no entanto, elas são imaturas para algumas coisas. Ao mesmo tempo em que a criança brilhante de 3 anos pode ter a capacidade cognitiva de uma de 5, ela pode ter a coordenação corporal ou o desenvolvimento social e emocional de uma de apenas dois anos e meio. Todas as crianças, quaisquer que sejam seus potenciais e capacidades, precisam do amor, da atenção e dos conselhos de pais que não tentem transformá-los em miniaturas de adultos.

Fonte:comotudofunciona

segunda-feira, 23 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Desenho Infantil

O desenho e o desenvolvimento das crianças
"Os rabiscos ganham complexidade conforme os pequenos crescem e, ao mesmo tempo, impulsionam seu desenvolvimento cognitivo e expressivo"

"Sabia que eu sei desenhar um cavalo? Ele está fazendo cocô."

"Vou desenhar aqui, que tem espaço vazio."

"O cavalo ficou escondido debaixo disso tudo!" Joana, 3 anos

Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos, que, muitas vezes, se sobrepõem em várias demãos. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhados. O desenho acompanha o desenvolvimento dos pequenos como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos de sua cultura e como traduzem essa percepção graficamente.

Toda criança desenha. Pode ser com lápis e papel ou com caco de tijolo na parede. Agir com um riscador sobre um suporte é algo que ela aprende por imitação - ao ver os adultos escrevendo ou os irmãos desenhando, por exemplo. "Com a exploração de movimentos em papéis variados, ela adquire coordenação para desenhar", explica Mirian Celeste Martins, especialista no ensino de arte e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A primeira relação da meninada com o desenho se dá, de fato, pelo movimento: o prazer de produzir um traço sobre o papel faz agir.

Os rabiscos realizados pelos menores, denominados garatujas, tiveram o sentido ampliado sob o olhar da pesquisadora norte-americana Rhoda Kellogg, que observou regularidades nessas produções abstratas (veja no topo da página o desenho de Joana, 3 anos, e sua explicação). Observando cerca de 300 mil produções, ela analisou principalmente a forma dos traçados (rabiscos básicos) e a maneira de ocupar o espaço do papel (modelos de implantação) até a entrada da criança no desenho figurativo, o que ocorre por volta dos 4 anos.

No período de produção de garatujas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e se interessa pelo efeito de diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar o marcador com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem valor indiscutível na opinião de Rhoda: "Para ela 'ver é crer' e o desenho se desenvolve com base nas observações que a criança realiza sobre sua própria ação gráfica", ressalta Rosa Iavelberg, especialista em desenho e docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no livro O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores. Esse aprendizado durante a ação é frisado pela artista plástica e estudiosa Edith Derdyk: "O desenho se torna mais expressivo quando existe uma conjunção afinada entre mão, gesto e instrumento, de maneira que, ao desenhar, o pensamento se faz".

De início, a criança desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha.

Com o tempo, a criança busca registrar as coisas do mundo

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos no mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia a dia. "Quando a criança veste uma roupa da mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher", explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). "No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade." Esse processo caracteriza o desenhar como um jogo simbólico (veja abaixo o comentário de Yolanda, 5 anos, sobre seu desenho).
 
"Esse aqui não é um coelho. Não me diga que é um coelho porque é um boi bebê. Eu estou fazendo uma galinha que foi botar ovo no mato. Quer dizer, uma menina que foi pegar plantas no mato para dar ao marido." Yolanda, 5 anos

Muitos autores se debruçaram sobre as produções gráficas infantis, analisando e organizando-as em fases ou momentos conceituais. Embora trabalhem com concepções diferentes e tenham chegado a classificações diversas, é possível estabelecer pontos em comum entre as evolutivas que estabelecem. Pesquisadores como Georges-Henri Luquet (1876-1965), Viktor Lowenfeld (1903-1960) e Florence de Mèridieu oferecem elementos para a compreensão dos desenhos figurativos das crianças, destacando algumas regularidades nas representações dos objetos.

Desenhar é uma forma de a criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam.

Mais cedo ou mais tarde, todos os pequenos se interessam em registrar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino, uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas. Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine seu esquema corporal e ganhe repertório imagético ao ver desenhos de sua cultura e dos próprios colegas.

Uma das primeiras pesquisas dos pequenos, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, eles se interessam em registrar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebê visível dentro da barriga mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança se aproxima das noções iniciais de perspectiva e escala, estruturando o desenho em uma cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos (veja abaixo a produção de Anita, 5 anos, que detém essas características).

"Vou desenhar a minha casa. Aqui é o portão e tem uma janela aqui." Anita, 5 anos

"Dá para ver a sua mãe dentro de casa?" Repórter

"Não, porque a porta parece um espelho. Só daria se a janela estivesse aberta." Anita

O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura?

Entre os principais estudiosos, há uma cizânia. Há os que defendem que o desenho é espontâneo e o contato com a cultura visual empobrece as produções, até que a criança se convence de que não sabe desenhar e para de fazê-lo. E há aqueles que depositam justamente no seu repertório visual o desenvolvimento do desenho. Nas discussões atuais, domina a segunda posição. "A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural", diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspectiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.

Essa perspectiva não admite o empobrecimento do desenho infantil, mas entende que a criança reconhece a forma de representar graficamente sua cultura e deseja aprendê-la. Assim, cai por terra o mito de que ela se afasta dessa prática quando se alfabetiza. "O desenho é uma forma de linguagem que tem seus próprios códigos", diz Mirian Celeste Martins. "Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido." Para Mirian, a relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza - algo a ser repensado em defesa de nossos desenhistas.

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

Fonte: Nova Escola




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Crianças autistas apresentam melhoras com tratamento baseado em experiências cotidianas

Um tratamento baseado nas experiências com o próprio ambiente está trazendo alívio para crianças e familiares que transitam no enigmático universo autista: a ambientoterapia, na qual profissionais estimulam o desenvolvimento e a socialização infantil. Os benefícios da técnica foram avaliados na pesquisa realizada de uma clínica especializada e apresentados no Congresso Internacional de Autismo, em Curitiba, no fim do mês passado.

— Temos tido resultados eficazes. Em vez do tratamento convencional, em que há um profissional para cada criança, há várias crianças e vários profissionais interagindo constantemente — explica a psicóloga Fabíola Scherer Cortezia, responsável pelo Espaço Dom Quixote, de São Leopoldo, que fez o estudo.

Seis crianças foram acompanhadas por um ano, duas vezes por semana, três horas por dia, de forma transdisciplinar por psicóloga, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, psicomotricista, fonoaudióloga e musicoterapeuta.

A pesquisa aponta que as seis crianças demonstraram, após dois meses, maior tempo de troca de olhares com os profissionais estimuladores, incremento no vocabulário, maior tolerância ao barulho e menor agressividade. Após seis meses, foi possível perceber também maior tolerância à mudança de rotina e sinais de troca e interação social espontânea entre as crianças do grupo. Depois de 12 meses, os benefícios continuaram.

— Buscamos estimular a interação da criança com outros colegas e não apenas a interação com o terapeuta. Há também a vantagem de que simulamos o ambiente com os pacientes, preparando-os para o convívio social por meio de atividades usuais do cotidiano, como passeios, lanches, brincadeiras em grupo, atividades pedagógicas e motoras — explica Fabíola.
Fonte: Bem-estar